Os devaneios, sonhos, rotinas e alucinações de uma mulher comum que de comum não tem nada. Não será esta a melhor descrição para qualquer mulher... mas que sei eu... sou só uma tola...

30
Out 13

A dormência da alma que aquece sob o sol frio de inverno, a tranquilidade da ausência de expectativas, a serenidade matinal que acompanha as primeiras luzes da manhã e a leve aragem que arrepia a pele já sem calor. Estar vivo sem estar, escrever sem sentir, ser poeta sem alma e mártir sem causa é a dicotomia dos sentidos que não tenho.

A escuridão que me envolve, o fim desta busca constante de um sonho há longo tempo morno, esta prisão tão conhecida e familiar da qual sou prisioneira e cárcere e a tristeza… minha companheira e cúmplice de todas as horas.

Ouço um choro longínquo, um gemido surdo que me enche a garganta, o quebrar de grilhetas e a libertação súbita da alma. Reconheço o fado que me acompanhou toda a vida, o fado errante que não queria voltar a ouvir, a esperança perdida que não quero reencontrar, as expectativas que tinha olvidado para não mais recordar.

Sinto a alma a agitar, o coração a bater novamente e o corpo a aquecer, não mais sinto dormência na alma e nos sentidos, vítimas inocentes desta esperança maldita que agita e aquece. Não mais há serenidade, mas voragem, tropel e tumulto, não mais encontro a paz que a desilusão me presenteou porque sonho novamente, escrevo mais uma vez, vivo mais um dia para criar expectativas.

Seguir-se-á inevitavelmente a dor, a mágoa e a desilusão, as lágrimas já secas em fonte estéril brotarão novamente em ribeiro batido até a serenidade do frio voltar…

publicado por Nessie às 15:35
sinto-me: Confusa...
música: One day you will - Lady antebellum

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