Os devaneios, sonhos, rotinas e alucinações de uma mulher comum que de comum não tem nada. Não será esta a melhor descrição para qualquer mulher... mas que sei eu... sou só uma tola...

20
Ago 13

Não sou moralmente superior a ninguém, nem almejo tal coisa. Todavia, como a grande maioria das pessoas, tenho determinados princípios e valores que pautam a minha existência…

Um princípio que sempre me foi fundamental é o profissionalismo. Sempre achei que a minha carreira tinha que ser construída tendo como alicerces o trabalho árduo e o brio profissional e nunca fui capaz de utilizar a minha condição de mulher para “subir” na vida ou na carreira. É algo que não consigo conceber, nem pensar sobre isso sob pena de regurgitar o almoço que tão bem me soube.

Não consigo sentir mais do que desprezo por mulheres que utilizam os seus atributos ou charme femininos para, sem qualquer mérito, alcançarem determinadas posições ou objetivos profissionais.

Tenho mais respeito pelas prostitutas do que por estas mulheres porque as prostitutas são-no, admitem que o são e são profissionais no que fazem. Por outro lado, estes parasitas da sociedade, oportunistas infeciosas precisam sempre de um portador que as permita crescer e sobejar, muitas vezes quais bactérias patogénicas, causam mesmo a morte do hospedeiro de que se alimentam.

Não pensem, no entanto, que tenho pena destes chamados “hospedeiros” que ajudam mulheres sem valor a se elevarem e autopromoverem sem merecimento. Eles são tão maus ou piores do que elas porque permitem que pessoas de elevado valor profissional sejam postas de lado ou “calcadas” só porque não têm uma carinha “laroca”, um corpo perfeito ou porque apesar de terem estes atributos não fazem uso deles de forma menos decente no local de trabalho. Estes “hospedeiros parasitários” vão até mesmo contra pessoas do mesmo sexo em prol das ditas senhoras. Sim, porque chegamos ao ponto de um homem ser ultrapassado só porque é homem. Dirão os cínicos, ou as cínicas neste caso, que se trata de alguma justiça divina pelos anos em que as mulheres foram secundarizadas por serem mulheres. Insurjo-me contra este tipo de pensamento, porque se tantas mulheres lutaram pela igualdade de direitos e se esta luta continua, não é para agora ser conspurcada no meio desta porcaria de sociedade de aparências e luxúria barata que zomba e atira para as ruas da amargura tanto esforço estoico e até heroico.

Não meus caros, não consigo conceber tanta ordinarice junta e tanta gentinha a ganhar dinheiro fazendo metade ou nada do que verdadeiros profissionais fazem. Não pensem que sou uma púdica ou uma frustrada porque não o sou, mas guardo as minhas "depravações", sensualidades, amizades e o meu "conhaque" em geral para o horário pós-laboral.

 

Por isso, aqui vai o conselho de uma tola…tenham juízo. Pensavam que ia ser uma dissertação sobre os valores e blá-blá-blá… não, não consigo, o conselho é só mesmo tenham juízo.

publicado por Nessie às 17:07
sinto-me: Furiosa
música: Working man - Rush

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