Os devaneios, sonhos, rotinas e alucinações de uma mulher comum que de comum não tem nada. Não será esta a melhor descrição para qualquer mulher... mas que sei eu... sou só uma tola...

03
Dez 13

Sou um ser estranho, difícil até… não vejo o que os outros vêem, não sinto o que os outros sentem e não, não espero que compreendam. Sou calma, aborrecida e covarde… sou histérica, alegre e corajosa, sou duas pessoas numa só. Sou princesa e criada, vítima e guerreira, menina e mulher, sou tudo e não sou nada.

Consigo ser doce e cruel, ser a acalmia e a tempestade, simples e complicada, mas não consigo deixar de ser generosa, não consigo deixar de sentir compaixão e não suporto injustiças. Encolho-me perante o sofrimento alheio como se o sentisse em mim, mas abro o peito e enfrento o meu sofrimento de frente. Choro abundantemente perante a injustiça e a dor dos outros, mas, numa disciplina espartana, não verto uma lágrima por mim.

Sou um ser estranho, difícil até… acredito no amor, na amizade, nas coisas boas da vida, acredito na bondade humana, na magia do mar, das estrelas e do sol. Acredito que cada dia é uma nova oportunidade, que a vida é muito difícil e ninguém nos avisa nem prepara convenientemente nem para o melhor nem para o pior.

Deixei de acreditar em mim, deixei de ver o ser que sou, permiti que me reduzissem a nada ou quase nada. Permiti que me desacreditassem, me anulassem enquanto ser humano e mulher e deixei de saber o que queria e qual o meu caminho. Procurei no mundo as respostas que só eu podia dar, acreditei em quem não devia acreditar e segui caminhos que devia evitar.

Estou a aprender agora a minha importância, a minha grandeza e perseverança com uma bela ferramenta que se chama maturidade, começo a compreender os laivos da minha pessoa, não mais ando à toa, às turras dentro de mim. Este é um caminho, o meu caminho e compreendi enfim… que a viagem é tudo e o melhor do mundo é eu ser mesmo assim.

 

publicado por Nessie às 17:19
sinto-me: Iluminada...
música: You know who I am - David Fonseca

03
Set 13

Faz parte do ser humano ser eternamente insatisfeito, queixar-se da vida e nunca estar bem com o que tem. Esta insatisfação leva à ambição de melhorar e evoluir e, como tal, é algo positivo. Todavia, é também esta permanente insatisfação que leva o ser humano a não dar o devido valor ao que tem.

Passamos a vida toda a lutar por um amanhã melhor, a trabalhar para um futuro que vai passando sem nos apercebermos, a desejar mais, muitas vezes esquecendo o que temos, não aproveitando o presente, tentando olvidar um passado e almejando um futuro diferente.

Queixamo-nos do trabalho que temos até o perdermos, dos amigos até estes estarem longe, da família até ela partir, do corpo até faltar a saúde, da falta de dinheiro até percebermos que não traz felicidade, de tudo em geral e mais ainda em particular.

Mas quando os pequenos problemas se transformam em grandes dificuldades desejamos que os primeiros voltem, porque afinal eram tão fáceis de resolver. Um dia quando a vida muda, passamos a desejar que nunca tivesse mudado, porque afinal não era assim tão má. Depressa nos apercebemos que apesar das nossas queixas, eram mais os momentos de gargalhadas que de lágrimas, eram mais os abraços que os estalos, mais os elogios que as más palavras, mais os amigos que os inimigos e mais a felicidade que a tristeza.

 

Por isso meus caros, aqui vai o conselho de uma tola: lutem por um futuro melhor, mas acima de tudo, apreciem o presente… antes que este se torne passado.

publicado por Nessie às 12:01
sinto-me: Confusa
música: Wake up call - Maroon 5

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