Os devaneios, sonhos, rotinas e alucinações de uma mulher comum que de comum não tem nada. Não será esta a melhor descrição para qualquer mulher... mas que sei eu... sou só uma tola...

09
Jun 14

Um dia disseram-me “Só podemos amar os outros na medida em que nos amamos a nós mesmos”. Somos seres estranhos que se devotam completamente a outra pessoa para depois passarmos a odiar o depósito do nosso amor sem vestígio do que nos uniu em primeiro lugar.

Amamos sem condição, esquecemos a nossa individualidade e perdemo-nos no processo sob pena de nunca mais nos recuperarmos completamente. Os que têm um relacionamento e mantêm a sua individualidade já estão juntos há tanto tempo que não já não amam… amigam. Porque podemos e devemos ser nós próprios com os amigos e então essa paixão forte, esse amor que nos consome, esse desejo que nos devora… passa… arrefece e esmorece. Mas se tivermos sorte, se houver respeito, se a história entre os dois for bonita… fica a amizade.

Então recuperamos a nossa individualidade, mas apenas após a paixão passar, recuperamos algo de que sentíamos falta… nós próprios, mas perdemos a fantástica sensação de sentirmos as borboletas na barriga e o coração a saltitar. Substituímos a paixão que tanta falta faz pela individualidade, porque temos que ter um ou outro e sem ambos não há alegria de viver.

Aqueles que não vivem sem paixão, aqueles cuja individualidade não chega para os preencher, passam a odiar o objecto do seu amor e partem em busca de novas paixões. Aqueles cuja individualidade os preenche ficam e amigam os que outrora amaram acomodando-se.

Todavia, o amor não é isto, somos habituados desde pequenos a admirar os casos raros e quase inexistentes de casais que se amam uma vida inteira… aqueles raros espécimes que vivem apaixonados uma vida inteira.

Se calhar então não sabemos amar, se calhar enganamo-nos chamando amor à paixão, à amizade, ao desejo, porque não nos amamos a nós mesmos, porque não nos respeitamos, porque nos esquecemos. Amor é fusão de duas almas que se entendem, falam a mesma língua e se reconhecem na sua diferença. Amar é divino, é arte e condição básica para a tão almejada felicidade.

Amem-se, apaixonem-se e respeitem-se… para amarem alguém.

publicado por Nessie às 16:14
sinto-me: Idiota (cheia de ideias)
música: Voámos em contramão - Pedro Abrunhosa

17
Set 13

Sempre achei muita piada a pessoas “chiques”, que andam vestidas com os últimos modelitos das grifes, os cabelitos arranjados, a pose muito altiva de quem se considera superior e toda a panóplia de comportamentos e apetrechos que constituem uma pessoa “chique”. O que não tem muita piada, são certas e determinadas atitudes que estas pessoas têm… já assisti, em primeira mão, a pessoas ditas “chiques” que não se arrumam para deixar passar uma pessoa idosa com dificuldades, que não cedem o lugar a idosos ou grávidas, que não agradecem quando alguém lhes faz um favor ou presta um serviço, não pedem com licença para passar ou tratam com desdém, antipatia e/ou desprezo quem não é da sua “espécie”.

Ora, sempre me esforcei para ser uma senhora, para ser educada e afável com as pessoas e sempre admirei as pessoas que fazem o mesmo e tratam com respeito o próximo. Só não consigo compreender uma sociedade que considera que “chique” é tratar o próximo com desconsideração ou desafectação. Eu devo ser, de facto, limitada ou de outra época, apesar de ser ainda nova, porque eu ainda sou daquelas pessoas que acredita em palavras tais como: bom dia, por favor, obrigada, de nada e com licença… Bem, sou doida de todo porque, pelos vistos, isso está fora de moda e não consta no manual da “chiquesa”.

Ainda assim, vou continuar a ser como sou, vou continuar a ser educada e afável com as pessoas que o forem para comigo e a ceder o lugar à “tia Micas”, ao "tio Manel" e/ou à senhora com uma criança na barriga ou no colo, porque afinal sou tola, porque sou uma senhora e porque não faço tensões de ser “chique”.

Meus caros, aqui vai mais um conselho de uma tola… se querem ser “chiques”, sejam educados e simpáticos e aí sim… passam a ser “chiques a valer”.

publicado por Nessie às 12:16
sinto-me: com vergonha alheia...
música: Where are you now - James Blunt

12
Set 13

Ninguém nos avisa que o amor dói, ninguém nos diz que amar magoa tanto, que pequenas palavras outrora ignoradas passam a ferir qual lança impiedosa. A sensação de não conseguir respirar, o coração apertado, o total desamparo e a imensa solidão que se instala, marca e jamais cicatriza completamente. Afinal o tempo não apaga tudo, isso são quimeras de optimistas, ilusões de quem nunca sofreu por amor.

Cada lágrima que os olhos vertem são pequenas partes da alma que morrem e se esvaem em mar salgado. Os homens tendem a achar que é exagero, que as mulheres choram por serem sensíveis demais, subestimam as lágrimas da mulher, desprezam a sua dor e não compreendem que o amor morre um bocadinho em cada desilusão.

As mulheres tendem a amar demais, amam por si e por ele e entregam o coração completamente. Os homens tendem a não ter medo de perder as mulheres porque elas têm medo que chegue pelos dois.

Então afinal o que as mulheres querem? (perguntam eles)… é fácil…

As mulheres querem que os homens se lembrem delas, que mandem de vez em quando uma mensagem a dizer que a amam, que a abracem como se não houvesse amanhã, que sintam o cheiro do seu perfume como se fosse o melhor cheiro do mundo, que as beijem como se não houvesse melhor iguaria no mundo que os seus lábios. As mulheres querem que lhes acariciem o rosto e as olhem como se fosse a melhor coisa que lhes aconteceu, que se agarrem a elas a ver televisão só para sentir o calor do seu corpo, que as surpreendam de vez em quando com romance só porque sim, só porque a vida do lado delas é tão melhor, que as apoiem e ouçam sem julgar porque elas são tão mais fortes do que parecem, enfim, que não as esqueçam, que as respeitem e acima de tudo… que as amem.

publicado por Nessie às 17:03
sinto-me: Mulher...
música: Illegal - Shakira

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