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Conselhos de uma Tola

Os devaneios, sonhos, rotinas e alucinações de uma mulher comum que de comum não tem nada. Não será esta a melhor descrição para qualquer mulher... mas que sei eu... sou só uma tola...

Conselhos de uma Tola

Os devaneios, sonhos, rotinas e alucinações de uma mulher comum que de comum não tem nada. Não será esta a melhor descrição para qualquer mulher... mas que sei eu... sou só uma tola...

12.09.13

O que as mulheres querem...

Ninguém nos avisa que o amor dói, ninguém nos diz que amar magoa tanto, que pequenas palavras outrora ignoradas passam a ferir qual lança impiedosa. A sensação de não conseguir respirar, o coração apertado, o total desamparo e a imensa solidão que se instala, marca e jamais cicatriza completamente. Afinal o tempo não apaga tudo, isso são quimeras de optimistas, ilusões de quem nunca sofreu por amor.

Cada lágrima que os olhos vertem são pequenas partes da alma que morrem e se esvaem em mar salgado. Os homens tendem a achar que é exagero, que as mulheres choram por serem sensíveis demais, subestimam as lágrimas da mulher, desprezam a sua dor e não compreendem que o amor morre um bocadinho em cada desilusão.

As mulheres tendem a amar demais, amam por si e por ele e entregam o coração completamente. Os homens tendem a não ter medo de perder as mulheres porque elas têm medo que chegue pelos dois.

Então afinal o que as mulheres querem? (perguntam eles)… é fácil…

As mulheres querem que os homens se lembrem delas, que mandem de vez em quando uma mensagem a dizer que a amam, que a abracem como se não houvesse amanhã, que sintam o cheiro do seu perfume como se fosse o melhor cheiro do mundo, que as beijem como se não houvesse melhor iguaria no mundo que os seus lábios. As mulheres querem que lhes acariciem o rosto e as olhem como se fosse a melhor coisa que lhes aconteceu, que se agarrem a elas a ver televisão só para sentir o calor do seu corpo, que as surpreendam de vez em quando com romance só porque sim, só porque a vida do lado delas é tão melhor, que as apoiem e ouçam sem julgar porque elas são tão mais fortes do que parecem, enfim, que não as esqueçam, que as respeitem e acima de tudo… que as amem.

12.09.13

Perguntas sem resposta...

Por vezes pergunto-me se alguma coisa acontece por acaso ou se a velha máxima do "não há coincidências" é a mais acertada? Se todas as pessoas que entram na nossa vida desempenham um papel ou deixam uma marca? Se todos temos um objectivo na vida? ou andamos um pouco ao sabor do vento qual barco à deriva? Será que somos senhores do nosso destino ou este está de certa forma traçado? Nascemos naturalmente bons, maus ou é a vida que nos torna numa coisa ou noutra?

Tantas perguntas sem resposta, tanta incompreensão perante nós mesmos, tanto mistério numa só vida. Será o fim da vida e o paraíso uma ilusão como a linha do horizonte ou será uma porta para o vazio e para a decomposição da matéria? Será o amor uma reacção química ou o unir de duas almas gémeas? Será que nós definimos a nossa personalidade ou esta é inata?

De quando a quando, aparece um guru charlatão ou uma religião usurpadora com promessas de possuirem as respostas para todas as nossas perguntas e ansiedades, de desvendarem todos os mistérios e segredos não deixando tempo ao homem para reflectir sobre si mesmo.

Na minha modesta opinião, a curiosidade, a imaginação e a reflexão foram sempre os traços principais de uma inteligência viva e passível de expansão. Se estas características não existirem ou se alguém nos despejar respostas rápidas de fácil compreensão, só passa a haver lugar para a estagnação e tacanhez do espírito... estas perguntas que fazemos a nós próprios, embora por vezes desesperantes, são saudáveis e contribuem para a nossa exploração da vida e do que nos rodeia.

A minha aspiração não é nem nunca foi a riqueza ou a fama, pelo contrário, até me assustam um pouco apesar de serem recebidas pela maioria como a resposta a todos os males. O meu objectivo foi sempre a tranquilidade e harmonia de espírito, o crescimento pessoal e interior e o enriquecimento sábio que só o conhecimento e a reflexão fornecem. Mas, afinal o que sei eu... eu que não passo de uma tola…

11.09.13

Felicidade...

Todos temos que nos esforçar para sermos felizes. Há dias em que esta tarefa é difícil… “porra” se é. Há dias em que só pensar em lutar é uma canseira, quanto mais sair da cama e enfrentar a vida. Há também atitudes que temos que tomar para sermos felizes que são muito difíceis, tão difíceis que temos vontade de desistir antes de começar. Mas tem que ser e tem que ser por um motivo muito simples… todos temos a obrigação de sermos felizes ou, pelo menos, tentar.

Somos postos neste mundo indefesos e inocentes, tudo é belo e alegre para uma criança, tudo é puro e novidade. Com o tempo vamos perdendo a inocência e alegria e tornamo-nos cada vez mais exigentes e insatisfeitos. Todavia, o que nunca perdemos é a necessidade intrínseca e visceral de sentir felicidade. E então começa a luta por este tão almejado objectivo.

Uns lutam toda uma vida sem conseguirem, outros desistem a meio e há ainda aqueles que conseguem. Obviamente que ninguém é feliz permanentemente, nem a vida é um “mar de rosas”, mas o que interessa é pormos tudo na balança e esta pender para o lado positivo. A vida é constituída por momentos extraordinários, bons, mais ou menos, menos bons, maus e terríveis seja na vida de quem for e a luta é para que os momentos bons e extraordinários sejam em maior número.

O nosso tempo é tão curto e precioso, tão passageiro e efémero que não pode ser desperdiçado. Ninguém tem o direito de nos prender a uma vida que não queremos, ninguém pode nem deve impedir-nos de seguirmos a vida que queremos, toda gente tem direito a viver, crescer, amar, sorrir, desejar e querer o que nos aquece por dentro, o que nos preenche e intensifica a fabulosa sensação de estar vivo, porque muitas vezes, meus amigos, é só isto que queremos… sentirmo-nos vivos.

Por isso cá vai mais um conselho de uma tola, desta feita parafraseando outro “tolo”… “façam o favor de ser felizes”.

10.09.13

Todos diferentes, todos iguais...

O ser humano é capaz de coisas espectaculares, fantásticas mesmo. Somos um “bicho” extraordinário e, no entanto, no que toca ao básico, somos por vezes do mais inepto que existe.

Somos egoístas por natureza e temos uma dificuldade tremenda em nos colocarmos na posição do próximo. Mesmo grandes cientistas e pensadores, considerados génios do nosso e do outro tempo, baixam uns trinta pontos no seu QI quando a tarefa é tão simples como perspectivar o ponto de vista do próximo.

Será uma tarefa tão extraordinariamente difícil esta de tentar compreender que não somos todos iguais? Que temos percursos de vida diferentes e modos de pensar e agir diferentes?

Se a nossa personalidade se deve à junção da genética com a soma das experiências de vida, não será lógico e racional pensar que temos obrigatoriamente que ser todos diferentes? Porque, ainda que a semelhança genética seja possível (no caso dos gémeos por exemplo), as experiências de vida serão diferentes e a percepção dessa mesma experiência pode também ela ser diferente.

Ouvimos amiúde que a riqueza do ser humano se encontra na diversidade e na diferença, estas são até apoteoticamente defendidas e preservadas, mas na realidade quem não se coaduna com os nossos padrões sociais e ideias pré-concebidas é desprezado ou até, em casos extremos, escorraçado.

Claro que para tudo há limites e não estou aqui a defender a liberdade total e desregrada, porque há um limite legal e de bom senso que há que manter. A liberdade de um Homem acaba quando interfere com a liberdade do próximo e a verdadeira democracia é o respeito total por todos os seres humanos, mas ser diferente não é estar errado, não temos todos que concordar uns com os outros, temos sim que nos respeitar, respeitar diferentes opiniões, diferentes modos de pensar e diferentes modos de viver.

Em vez de se preocuparem tanto em criticar e tentar mudar a essência dos outros só porque não concordam ou não são iguais, olhem para dentro, porque todos temos “telhados de vidro”. Procurem em vós os defeitos e virtudes, analisem o vosso “eu” e talvez cheguem à conclusão que se calhar a vossa forma de viver não é a mais correcta, é, simplesmente, UMA forma.

Por isso, aqui vai mais um conselho de uma tola… se querem mudar alguma coisa comecem por vós, deixem os outros em paz que ninguém tem que vos aturar.

10.09.13

Eu tentei...

Eu tentei…

Corri, saltei, procurei,

estendi a mão,

abri o coração.

 

Eu tentei…

Esforcei-me, arrisquei-me,

empenhei-me,

abri a alma e dei-me.

 

Eu tentei…

As portas fecharam,

as janelas cerraram,

os sorrisos terminaram.

 

Eu tentei…

Fecharam os horizontes,

encolheram os ombros,

secaram as fontes.

 

Eu tentei…

Perdi a esperança,

resta a lembrança

deste coração que tentou…

05.09.13

A grande questão...

Assolam-me encruzilhadas de pensamentos,

estradas sinuosas e perigosas de sentimentos,

ruas de emoção e praças de lágrimas enchem a alma.

Uma alma perdida,

uma vida fugida,

uma mente dividida.

Um ponto de interrogação solto no vento procura uma resposta,

uma questão pertinente a um não assunto,

uma dúvida acerca de uma certeza,

uma escolha que não existe.

Um porquê?

Um porque não?

Um talvez sim,

um talvez não.

E afinal…

qual era a questão?

05.09.13

Os arrogantes assoberbados...

Não lido nada bem com a arrogância e a soberba, o meu limitado cérebro não consegue compreender porque determinadas pessoas se julgam superiores a alguém ou acham que podem tratar alguém como se fosse nada.

Na minha experiência tenho vindo a aperceber-me que as pessoas arrogantes e soberbas, muitas vezes, escondem algo. Por vezes escondem uma insegurança atroz por trás de uma imagem demasiado confiante, outras vezes escondem uma capacidade limitada ou mesmo burrice pura, mas acima de tudo, não podem ser pessoas de bem consigo mesmas porque quando estamos bem connosco… estamos bem com os outros.

Seja como for, estas ditas pessoinhas sentem, por diversas vezes, necessidade de espezinhar os outros para conseguirem colmatar as suas falhas e inseguranças prejudicando, desta forma, outro ser humano que nada fez para ser vítima deste “handicap” pessoal.

Infelizmente, nos últimos tempos tenho sido “vítima” da soberba e arrogância de outros e muito sinceramente… não tenho paciência. Neste caso em particular nem sequer é para esconder algo, é mesmo porque esta gentinha se considera melhor do que eu.

Será que as pessoas não compreendem que ninguém é melhor do que ninguém? Que ter estudos, dinheiro, beleza, “savoir-faire” ou qualquer outra característica dita positiva não confere nenhum super-poder que os torna seres superiores? Falando “portuguesmente” fico “podre”, desperta em mim sentimentos menos bons e que roçam mesmo a violência. Acho que estes espécimes merecem uma lição de humildade. Humildade esta que cabe em todas as casas e não fica mal a ninguém.

Ggggrrrrrrr, detesto sentir-me assim e só me apetece abanar estas pessoas para que compreendam que não ganham nada com isso, só têm a perder, só fecham portas, corações e sorrisos e a vida é tão mais bela quando somos humildes o suficiente para saber que temos algo a aprender com toda gente… seja a Maria padeira ou o Zé electricista.

É preciso é estar atento, ver e ouvir os outros sem preconceitos, sem falsos julgamentos e inseguranças e, acima de tudo, ouvirmo-nos… porque só quando aprendemos a nos ouvirmos a nós mesmos é que estamos preparados para ouvir os outros de cabeça clara e olhar límpido.

 

Por isso meus caros, aqui vai o conselho de uma tola… acordem para a vidinha que ninguém é mais do que ninguém…

03.09.13

Passado, presente e futuro...

Faz parte do ser humano ser eternamente insatisfeito, queixar-se da vida e nunca estar bem com o que tem. Esta insatisfação leva à ambição de melhorar e evoluir e, como tal, é algo positivo. Todavia, é também esta permanente insatisfação que leva o ser humano a não dar o devido valor ao que tem.

Passamos a vida toda a lutar por um amanhã melhor, a trabalhar para um futuro que vai passando sem nos apercebermos, a desejar mais, muitas vezes esquecendo o que temos, não aproveitando o presente, tentando olvidar um passado e almejando um futuro diferente.

Queixamo-nos do trabalho que temos até o perdermos, dos amigos até estes estarem longe, da família até ela partir, do corpo até faltar a saúde, da falta de dinheiro até percebermos que não traz felicidade, de tudo em geral e mais ainda em particular.

Mas quando os pequenos problemas se transformam em grandes dificuldades desejamos que os primeiros voltem, porque afinal eram tão fáceis de resolver. Um dia quando a vida muda, passamos a desejar que nunca tivesse mudado, porque afinal não era assim tão má. Depressa nos apercebemos que apesar das nossas queixas, eram mais os momentos de gargalhadas que de lágrimas, eram mais os abraços que os estalos, mais os elogios que as más palavras, mais os amigos que os inimigos e mais a felicidade que a tristeza.

 

Por isso meus caros, aqui vai o conselho de uma tola: lutem por um futuro melhor, mas acima de tudo, apreciem o presente… antes que este se torne passado.

02.09.13

Que país é este?...

Não reconheço este país… É triste dizer isto, mas a verdade é que já não reconheço este país que adorava.

Que país é este que expulsa os seus? Que país é este governado por pulhas e canalhas? Que país é este que despreza os velhos e ignora os jovens? Que abandona os doentes e escarneia os desamparados? Que país é este?

Este país de “brandos costumes”, este “jardim à beira-mar plantado” e demais clichés que, de tantas vezes repetidos, se tornaram comuns e vulgares. Que é feito dele que não o vejo?

O orgulho que me enche o peito por ser portuguesa definha lentamente com as atrocidades cometidas, com o sofrimento que vejo perpetrado nos mais vulneráveis, com o abandono a que devotam o povo em prol de directrizes internacionais e demais leis e princípios que o povo não compreende, com este saque a céu aberto do pouco ou nada que nos resta.

Portugal é o país da boa comida e bom vinho, é a arte de bem receber, é a lágrima fácil de emoção ao canto do olho, é o rosto curtido pelo sol, terra de descobridores e gente destemida, é a pronúncia do Norte e o calor do Sul, é terra de gente trabalhadora e poetas, é o país da saudade e do “desenrascanço”, é fado, é praia, serra e seara, é o sol que evapora o aguaceiro e lareira que aquece a alma… Portugal somos nós.

Este é o país em que eu cresci, este é o país com valores e princípios que eu me habituei a amar…Este foi o país que me partiu o coração, que eu vi definhar na mão de algozes e carrascos que o tornaram em algo que me é estranho, algo que em pouco se assemelha ao meu país. É com pesar que digo...estou de luto, de coração partido e alma acabrunhada porque o meu país morreu…

 

P.S.- desculpem o desabafo, mas depois de ver tanta gente que me é querida partir porque não tinham como sobreviver no seu país fico triste e revoltada.

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