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Conselhos de uma Tola

Os devaneios, sonhos, rotinas e alucinações de uma mulher comum que de comum não tem nada. Não será esta a melhor descrição para qualquer mulher... mas que sei eu... sou só uma tola...

Conselhos de uma Tola

Os devaneios, sonhos, rotinas e alucinações de uma mulher comum que de comum não tem nada. Não será esta a melhor descrição para qualquer mulher... mas que sei eu... sou só uma tola...

Ligações, máscaras e afins...

Fevereiro 19, 2014

Nessie

Nos caminhos intrincados, cruzados e embaraçados da minha vida existem milhares de histórias. Tocamo-nos uns aos outros sem sequer saber, basta um sorriso no momento certo, uma palavra mais dura no momento errado e o bem ou o mal que fazemos é ou pode ser muito superior ao que imaginamos.

Com o passar do tempo, com a maturidade e com as lições que fui aprendendo, optei por sorrir mais, optei por tentar transmitir alegria e felicidade aos que se cruzam comigo. Nasceu em mim a esperança ténue, mas persistente de que no fim tudo vai correr bem, como uma pequena luz que guia os meus passos mesmo quando a escuridão se quer instalar.

O gelo que cobria o meu coração derreteu e com ele o semblante carregado e triste que me acompanhava, as defesas e fortalezas que construi à minha volta numa máscara de arrogância e dureza foram sendo substituídas por um sorriso pronto e desarmante.

Continuo a ter os meus momentos de fraqueza, continuo a ter dias e momentos em que a minha máscara é prontamente colocada para me proteger, a guarda sobe e a simpatia desce. Todavia, estes momentos são mais raros e espaçados entre si, porque também percebi que esta máscara me magoa, esta máscara não me protege e quando a coloco só me estou a faltar ao respeito a mim mesma e à minha essência.

Por isso meus caros, aqui vai o conselho de uma tola (já não dava um há muito tempo)… sorriam mais, brinquem mais, sejam mais patetas e vão ver que o dia vos corre melhor de certeza…

Desporto???

Fevereiro 13, 2014

Nessie

A respiração ofegante, o coração descompassado, o corpo dorido… sentir todos os músculos do corpo latejar e vibrar com a adrenalina que nos percorre as veias. O objectivo na mente, o corpo a corpo, a concentração que apaga o resto do mundo.

Sentir o suor escorrer e brilhar na nossa pele, a excitação que nos faz vibrar e tremer na ânsia de chegar ao fim, mas não sem antes apreciar cada momento e cada passo para atingir a vitória que está tão longe e de repente tão perto. O cansaço começa a instalar-se, lenta e docemente o corpo começa a entorpecer, mas… desistir não é opção.

Então como uma onda que nos avassala, ruge sobre nós a vitória, chegamos ao fim sem medos ou inibições e sai da nossa garganta o grito gutural e primitivo do triunfo. De imediato o corpo desiste, cai exausto, sai toda a adrenalina e a força esvai como se nunca tivesse existido. Caímos então cansados, satisfeitos.. vitoriosos…

Acordei...

Fevereiro 12, 2014

Nessie

Acordei… corria na floresta, de pés nus, alma despida, vulnerável, assustada e sozinha. O meu corpo brilhava com suor frio e almejava pelos raios de sol que trespassavam entre as árvores. A respiração ofegante, o coração descompassado, a visão turva de lágrimas salgadas. Rapidamente o sentimento de medo e impotência tomava conta do meu corpo, lentamente sentia-me paralisar e encolher.

Acordei… o aperto no peito, a dor que me atravessava, a perda e desalento que sentia foram atenuando. Caiu sobre mim a resignação de que há histórias que não devem ser contadas, palavras que não devem ser ditas, sentimentos que não devem ser partilhados. Percebi que por vezes temos que desistir antes de tentar por muito que o nosso coração nos apele e empurre.  

Acordei… já não corro na floresta despida, caminho levemente por entre as folhagens procurando os raios de sol que passam no meu caminho, procuro sentir o perfume do orvalho e das flores, sentir na pele a frescura da natureza. Busco um caminho que não conheço, não sei onde está, mas mantenho acesa a esperança de o encontrar. Tento substituir as lágrimas pelo sorriso fácil, tento manter-me leve e ágil, sem medo e sem paralisar. Peço diariamente ao meu coração para sossegar e a respiração acalmar.

Acordei… a floresta já não parece tão assustadora, a escuridão não é tão grande nem os raios de sol tão brilhantes. O medo vai-me abandonando a pouco e pouco, as sombras ainda me fazem encolher, a solidão ainda me lembra um sonho perdido, mas o acordar tem o seu ritmo e afinal… sou apenas humana e crescer é difícil…

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