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Conselhos de uma Tola

Os devaneios, sonhos, rotinas e alucinações de uma mulher comum que de comum não tem nada. Não será esta a melhor descrição para qualquer mulher... mas que sei eu... sou só uma tola...

Conselhos de uma Tola

Os devaneios, sonhos, rotinas e alucinações de uma mulher comum que de comum não tem nada. Não será esta a melhor descrição para qualquer mulher... mas que sei eu... sou só uma tola...

C'est fini la danse

Julho 16, 2014

Nessie

Uma dança lentamente rápida e indolente, ao som de uma música cruelmente doce que acaricia a pele húmida de suor. O ritmo de dois corpos que se conhecem e complementam, com os sentidos despertos e atentos, saboreando os agudos na ponta da língua, a sensualidade do toque, do cheiro, da vida. A sintonia de duas almas que se impulsionam e apoiam, se aproximam e afastam rodopiando numa coreografia perfeitamente sincronizada.

Um passo fora de tempo, um olhar distante, o quebrar da magia… a música arrefece sem remédio… um silêncio ensurdecedor preenche o espaço instalando-se a descoordenação e o ruído. As palavras não fazem sentido, no vazio multiplicam-se os gritos e omissões de dois taciturnos bailarinos. Os movimentos outrora graciosos transformam-se em espasmos violentos e indecorosos e tudo cessa… cessa a música, finda a dança… termina tudo.

Amiga e algoz...

Julho 15, 2014

Nessie

Esta velha amiga que me envolve nos seus familiares braços, num abraço que me sufoca e aperta o peito… esta companheira que nunca me abandona completamente, que permanece como uma sombra discreta, sempre constante e fiel. Quando me esqueço dela por breves instantes, ela mostra-se em todo o seu esplendor para que nunca o meu coração a olvide.

O seu manto frio cobre-me na escuridão da noite, ela acaricia o meu cabelo sem meiguice ou calor, ela limpa-me as lágrimas que correm livremente no meu rosto sulcando mais uma linha, mais uma história, mais um sonho perdido.

Aprendi a viver com ela, aprendi a aceitá-la como parte de mim, como um lado obscuro da minha alma que persiste contra a minha vontade, contra o meu alegre coração. Ela consola a minha incerteza sendo a única constante que conheço, a única parte de mim que nunca se alterou, nunca passou.

Confundimo-nos numa simbiose mórbida e desastrosa, sem sabermos onde eu começo e ela termina, sem percebermos quem domina e quem se submete, quem é carrasco e escravo, numa tempestade sem fim e sem proveito.

Esta velha amiga e companheira a quem tantas vezes tento virar as costas, a quem infindáveis vezes tentei escorraçar da minha vida, não aceita partir, não obedece o meu comando, não obedece a minha ordem… esta amiga, esta companheira e algoz…esta parte da minha alma… esta Tristeza…

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