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Conselhos de uma Tola

Os devaneios, sonhos, rotinas e alucinações de uma mulher comum que de comum não tem nada. Não será esta a melhor descrição para qualquer mulher... mas que sei eu... sou só uma tola...

Conselhos de uma Tola

Os devaneios, sonhos, rotinas e alucinações de uma mulher comum que de comum não tem nada. Não será esta a melhor descrição para qualquer mulher... mas que sei eu... sou só uma tola...

Uma questão de fé...

Outubro 18, 2014

Nessie

Nunca estamos preparados para as surpresas que a vida nos atira. Algumas são boas, outras menos boas… Mas é esta inconstância e vulnerabilidade que torna a vida tão magnífica. Num dia mau, quando tudo parece negro, quando as lágrimas teimam em inundar os nossos olhos e o coração está apertado com preocupações… Eis que surge um dia de sol, eis que alguém nos sorri ou vemos um acto de bondade que restaura a nossa fé na humanidade.

É sempre mais fácil acreditar nas coisas más, é sempre mais fácil sucumbir à tristeza ou desistir, mas ao virar de cada esquina a vida tem uma surpresa preparada para nós e nem todas são más. Para apreciar as coisas boas da vida, temos que inevitavelmente aceitar e compreender as más. Não é fácil, mas a verdade é que só damos valor ao que é difícil.

Não desista da vida, de um projecto ou sonho num dia mau, aproveite esses dias para tentar compreender como poderia ter feito melhor e aproveite os dias bons para renovar a sua força e a sua fé… porque no fundo, no fundo… é tudo uma questão de fé…

Voa borboleta...

Agosto 14, 2014

Nessie

És livre, voa borboleta, és livre, salta de flor em flor, o céu é o limite e os teus sonhos o horizonte.

És livre, voa borboleta… a tua pureza é insigne, o teu coração imenso, o teu sorriso contagiante. A tua grandeza e bondade são apenas comparáveis à tua etérea beleza.

És livre, voa borboleta. Dança ao som do vento que te sopra as asas sabendo que todos admiram a tua graciosidade, todos se elevam junto da tua alma que transmite luz e desperta gargalhadas nos espíritos mais inquietos.

És livre, voa borboleta… os grilhões soltaram-se, a porta abriu-se e o mundo espera a tua presença e o teu brilho. Deixas saudades, mas todos sabem que as borboletas não podem ser presas, todos sabem que as borboletas são seres celestes que têm que espalhar a sua doçura pela natureza.

Por isso voa… voa minha borboletinha que quando quisermos sorrir lembrar-nos-emos dos teus rodopios dançantes e do teu desarmante e imenso coração...

C'est fini la danse

Julho 16, 2014

Nessie

Uma dança lentamente rápida e indolente, ao som de uma música cruelmente doce que acaricia a pele húmida de suor. O ritmo de dois corpos que se conhecem e complementam, com os sentidos despertos e atentos, saboreando os agudos na ponta da língua, a sensualidade do toque, do cheiro, da vida. A sintonia de duas almas que se impulsionam e apoiam, se aproximam e afastam rodopiando numa coreografia perfeitamente sincronizada.

Um passo fora de tempo, um olhar distante, o quebrar da magia… a música arrefece sem remédio… um silêncio ensurdecedor preenche o espaço instalando-se a descoordenação e o ruído. As palavras não fazem sentido, no vazio multiplicam-se os gritos e omissões de dois taciturnos bailarinos. Os movimentos outrora graciosos transformam-se em espasmos violentos e indecorosos e tudo cessa… cessa a música, finda a dança… termina tudo.

Amiga e algoz...

Julho 15, 2014

Nessie

Esta velha amiga que me envolve nos seus familiares braços, num abraço que me sufoca e aperta o peito… esta companheira que nunca me abandona completamente, que permanece como uma sombra discreta, sempre constante e fiel. Quando me esqueço dela por breves instantes, ela mostra-se em todo o seu esplendor para que nunca o meu coração a olvide.

O seu manto frio cobre-me na escuridão da noite, ela acaricia o meu cabelo sem meiguice ou calor, ela limpa-me as lágrimas que correm livremente no meu rosto sulcando mais uma linha, mais uma história, mais um sonho perdido.

Aprendi a viver com ela, aprendi a aceitá-la como parte de mim, como um lado obscuro da minha alma que persiste contra a minha vontade, contra o meu alegre coração. Ela consola a minha incerteza sendo a única constante que conheço, a única parte de mim que nunca se alterou, nunca passou.

Confundimo-nos numa simbiose mórbida e desastrosa, sem sabermos onde eu começo e ela termina, sem percebermos quem domina e quem se submete, quem é carrasco e escravo, numa tempestade sem fim e sem proveito.

Esta velha amiga e companheira a quem tantas vezes tento virar as costas, a quem infindáveis vezes tentei escorraçar da minha vida, não aceita partir, não obedece o meu comando, não obedece a minha ordem… esta amiga, esta companheira e algoz…esta parte da minha alma… esta Tristeza…

Ama-te...

Junho 09, 2014

Nessie

Um dia disseram-me “Só podemos amar os outros na medida em que nos amamos a nós mesmos”. Somos seres estranhos que se devotam completamente a outra pessoa para depois passarmos a odiar o depósito do nosso amor sem vestígio do que nos uniu em primeiro lugar.

Amamos sem condição, esquecemos a nossa individualidade e perdemo-nos no processo sob pena de nunca mais nos recuperarmos completamente. Os que têm um relacionamento e mantêm a sua individualidade já estão juntos há tanto tempo que não já não amam… amigam. Porque podemos e devemos ser nós próprios com os amigos e então essa paixão forte, esse amor que nos consome, esse desejo que nos devora… passa… arrefece e esmorece. Mas se tivermos sorte, se houver respeito, se a história entre os dois for bonita… fica a amizade.

Então recuperamos a nossa individualidade, mas apenas após a paixão passar, recuperamos algo de que sentíamos falta… nós próprios, mas perdemos a fantástica sensação de sentirmos as borboletas na barriga e o coração a saltitar. Substituímos a paixão que tanta falta faz pela individualidade, porque temos que ter um ou outro e sem ambos não há alegria de viver.

Aqueles que não vivem sem paixão, aqueles cuja individualidade não chega para os preencher, passam a odiar o objecto do seu amor e partem em busca de novas paixões. Aqueles cuja individualidade os preenche ficam e amigam os que outrora amaram acomodando-se.

Todavia, o amor não é isto, somos habituados desde pequenos a admirar os casos raros e quase inexistentes de casais que se amam uma vida inteira… aqueles raros espécimes que vivem apaixonados uma vida inteira.

Se calhar então não sabemos amar, se calhar enganamo-nos chamando amor à paixão, à amizade, ao desejo, porque não nos amamos a nós mesmos, porque não nos respeitamos, porque nos esquecemos. Amor é fusão de duas almas que se entendem, falam a mesma língua e se reconhecem na sua diferença. Amar é divino, é arte e condição básica para a tão almejada felicidade.

Amem-se, apaixonem-se e respeitem-se… para amarem alguém.

Cinza...

Maio 25, 2014

Nessie

Uma onda de cinza abate-se sobre nós. Escondo o teu rosto no meu regaço. Por uns minutos sou o teu refúgio, o teu porto seguro. Sinto o calor do teu corpo contra o meu, as tuas mãos agarram-me com força, sem pudor.

Apesar de cobertos de cinza, não sentimos medo. Naquele momento só nós existimos, o nosso coração descompassado bate em uníssono, a respiração é quente e acelerada. Esperamos que a cinza assente para podermos olhar novamente um para o outro.

A paciência é a nossa aliada, não nos resta senão esperar. Esperar que o mundo mude, que o universo impluda, que a realidade se transforme. Esperar que o amor não desvaneça, que o tempo passe depressa e o nosso destino se concretize…

Esta sou eu...

Maio 03, 2014

Nessie

Perdida nas teias da vida, o tempo escassa e passa. Perdida nas teias da vida, eu esqueço-me e aborreço-me. Perdida nas teias da vida, a escrita morre e a inspiração não corre…

Demasiado tempo ignorei quem sou, o que quero e o que gosto. As obrigações tomaram conta do meu talento, as preocupações embruteceram a minha criatividade e as actividades mundanas sobrepuseram-se às palavras que tanto amo.

Esta sou eu… palavras desconexas, pensamentos profundos e ideias complexas. Sou palavras, sou texto, sou romance, sou drama e accção. Não faço sentido, não quero fazer, não sou simples, não sou perfeita, não sou racional. Sou complicada, sou estranha, sou pulsante e interessante, sou… simplesmente sou.

Não escrever, não me exprimir, não discorrer sobre o papel as palavras que dançam na minha mente é ignorar quem sou, é fechar em mim o que quer sair, o que quer viver. Não mais deixarei que as trivialidades me impeçam de fazer o que mais gosto, não mais permitirei que as palavras permaneçam escondidas em mim… Vou voltar a escrever, porque afinal… esta sou eu.

Ligações, máscaras e afins...

Fevereiro 19, 2014

Nessie

Nos caminhos intrincados, cruzados e embaraçados da minha vida existem milhares de histórias. Tocamo-nos uns aos outros sem sequer saber, basta um sorriso no momento certo, uma palavra mais dura no momento errado e o bem ou o mal que fazemos é ou pode ser muito superior ao que imaginamos.

Com o passar do tempo, com a maturidade e com as lições que fui aprendendo, optei por sorrir mais, optei por tentar transmitir alegria e felicidade aos que se cruzam comigo. Nasceu em mim a esperança ténue, mas persistente de que no fim tudo vai correr bem, como uma pequena luz que guia os meus passos mesmo quando a escuridão se quer instalar.

O gelo que cobria o meu coração derreteu e com ele o semblante carregado e triste que me acompanhava, as defesas e fortalezas que construi à minha volta numa máscara de arrogância e dureza foram sendo substituídas por um sorriso pronto e desarmante.

Continuo a ter os meus momentos de fraqueza, continuo a ter dias e momentos em que a minha máscara é prontamente colocada para me proteger, a guarda sobe e a simpatia desce. Todavia, estes momentos são mais raros e espaçados entre si, porque também percebi que esta máscara me magoa, esta máscara não me protege e quando a coloco só me estou a faltar ao respeito a mim mesma e à minha essência.

Por isso meus caros, aqui vai o conselho de uma tola (já não dava um há muito tempo)… sorriam mais, brinquem mais, sejam mais patetas e vão ver que o dia vos corre melhor de certeza…

Desporto???

Fevereiro 13, 2014

Nessie

A respiração ofegante, o coração descompassado, o corpo dorido… sentir todos os músculos do corpo latejar e vibrar com a adrenalina que nos percorre as veias. O objectivo na mente, o corpo a corpo, a concentração que apaga o resto do mundo.

Sentir o suor escorrer e brilhar na nossa pele, a excitação que nos faz vibrar e tremer na ânsia de chegar ao fim, mas não sem antes apreciar cada momento e cada passo para atingir a vitória que está tão longe e de repente tão perto. O cansaço começa a instalar-se, lenta e docemente o corpo começa a entorpecer, mas… desistir não é opção.

Então como uma onda que nos avassala, ruge sobre nós a vitória, chegamos ao fim sem medos ou inibições e sai da nossa garganta o grito gutural e primitivo do triunfo. De imediato o corpo desiste, cai exausto, sai toda a adrenalina e a força esvai como se nunca tivesse existido. Caímos então cansados, satisfeitos.. vitoriosos…

Acordei...

Fevereiro 12, 2014

Nessie

Acordei… corria na floresta, de pés nus, alma despida, vulnerável, assustada e sozinha. O meu corpo brilhava com suor frio e almejava pelos raios de sol que trespassavam entre as árvores. A respiração ofegante, o coração descompassado, a visão turva de lágrimas salgadas. Rapidamente o sentimento de medo e impotência tomava conta do meu corpo, lentamente sentia-me paralisar e encolher.

Acordei… o aperto no peito, a dor que me atravessava, a perda e desalento que sentia foram atenuando. Caiu sobre mim a resignação de que há histórias que não devem ser contadas, palavras que não devem ser ditas, sentimentos que não devem ser partilhados. Percebi que por vezes temos que desistir antes de tentar por muito que o nosso coração nos apele e empurre.  

Acordei… já não corro na floresta despida, caminho levemente por entre as folhagens procurando os raios de sol que passam no meu caminho, procuro sentir o perfume do orvalho e das flores, sentir na pele a frescura da natureza. Busco um caminho que não conheço, não sei onde está, mas mantenho acesa a esperança de o encontrar. Tento substituir as lágrimas pelo sorriso fácil, tento manter-me leve e ágil, sem medo e sem paralisar. Peço diariamente ao meu coração para sossegar e a respiração acalmar.

Acordei… a floresta já não parece tão assustadora, a escuridão não é tão grande nem os raios de sol tão brilhantes. O medo vai-me abandonando a pouco e pouco, as sombras ainda me fazem encolher, a solidão ainda me lembra um sonho perdido, mas o acordar tem o seu ritmo e afinal… sou apenas humana e crescer é difícil…

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